
Eusébio da Silva Ferreira, nasceu a 25 de Janeiro de 1942 e foi o quarto filho de Elisa Anissabeni, que havia de ter relevante influência na sua vinda para o Sport Lisboa e Benfica. Faz hoje 60 anos, que em Moçambique (Maputo), nascia um novo ser que se dedicaria em exclusivo ao Mundo do Futebol. No fundo, Eusébio estabeleceu desde cedo, uma forte ligação que o unia a uma bola, aliás, o próprio Eusébio não deve lembrar-se de outro tipo de brincadeira, durante a sua infância. Na época, as bolas eram feitas de trapos e as crianças jogavam sob os coqueiros diversos desafios intermináveis. Devido ao «vicio» de perseguir e chutar a bola, o grande Eusébio deixava de parte os deveres escolares e como tal, a sua mãe D. Elisa, não gostou muito e dizia que o seu filho tinha de estudar, caso contrário, não singraria na vida...
destino de Eusébio da Silva Ferreira estava destinado ao Futebol e daí que surgiu então, a sua primeira grande oportunidade. O primeiro clube de Eusébio dava pelo nome de Futebol Clube «Os Brasileiros», este clube nasceu pela admiração que os miúdos de Moçambique tinham pela Selecção Brasileira e os seus craques: Pelé, Didi, Garrincha....estes miúdos chegavam a adoptar as alcunhas dos seus craques preferidos. Eusébio era conhecido pelo Pelé e mais tarde viria a merecer este nome.
Contudo, o agora conhecido «Pantera Negra» tinha um clube por quem desejava jogar que era «O Desportivo», mas Eusébio não conseguiu alcançar esse patamar e ingressou no Sporting de Lourenço Marques, uma vez que o que ele desejava mesmo era jogar futebol.
Estava Eusébio a jogar no Sporting de Lourenço Marques, quando era «espiado» por olheiros do Benfica e do Sporting. E foi precisamente nos finais de 1960 que depois de uma intensa guerra com o Sporting, que Eusébio ingressou no Sport Lisboa e Benfica. O clube da Luz viria então, a ganhar o «braço de ferro», graças a D. Elisa e à sua palavra de Honra que antes tinha recebido dos dirigentes do Benfica 110 contos. Assim sendo, o glorioso Eusébio da Silva Ferreira manteve-se no clube da Luz até 1975 e chegou mesmo a receber convites de outros clubes, mais propriamente de clubes italianos. Em 1964 a Juventus chegaria a oferecer cerca de 16 mil contos apenas pela assinatura do contrato. Após a sua participação, no Campeonato do Mundo de 1966, Eusébio recebeu uma proposta do Inter de Milão, que rondava os 90 mil contos, mas a Federação Italiana, proibia a contratação de jogadores estrangeiros e assim sendo, Eusébio permaneceria no Benfica. Em 1964 a quando do convite da Juventus, o Presidente do Concelho de Ministros de Portugal (António Salazar) decretou Eusébio, como Instituição Nacional, mandou-o para a tropa e apenas tinha autorização para sair de Portugal para com
promissos de futebol. Apesar de Eusébio ter tido um aumento no seu contrato, quem ficou a ganhar foi o glorioso Benfica e a nossa Selecção Nacional.
Eusébio viria mais tarde(1992) a ser homenageado com uma estátua à entrada do Estádio da Luz. Foi precisamente no dia 25 de Janeiro de 1992 que a obra do escultor americano Daker Bower, foi oferecida pelo devotado benfiquista Vítor Baptista, açoriano retido nos Estados Unidos, e inaugurada na entrada principal do actual Estádio da Luz. Em 2003, o monumento rumará para a entrada da nova Luz...
Muitos nomes serviram ao longo do tempo, para referir a magia, o talento, a habilidade e a personalidade de Eusébio da Silva Ferreira, mas entre tantos nomes, há uma palavra constituída por apenas 3 letras que é a mais usual e aquela que serve de facto para nos referir-mos a Eusébio. «Rei» é a palavra que todos os amantes do futebol usam para relembrar, falar ou até mesmo, referir o «Pantera Negra».
O «Rei» marcou 733 golos em 745 jogos do campeonato, foi 7 vezes o melhor marcador da prova, 3 vezes o melhor goleador europeu e obteve 41 golos em 64 encontros da Selecção Nacional, onde jogou como «capitão» 16 vezes. Eusébio da Silva Ferreira foi ainda Campeão Europeu pelo Sport Lisboa e Benfica em 1962, venceu 11 Campeonatos Nacionais pelo Benfica e obteve 4 Taças de Portugal também ao serviço do
Benfica. Foi premiado com 2 botas de Ouro e com 7 Bolas de Prata. O «Rei» foi 3º classificado no Campeonato do Mundo (pela Selecção), realizado em Inglaterra no ano de 1966 e foi o Melhor goleador no Mundial 1966 com 9 golos, num total de 16 com as fases preliminares.
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